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AFRICANOS Ignorantes da sorte tão severa,
Capturados na costa africana,
Desconhecem a terra americana,
Ao sofrer a prisão que os espera.
Sem saber a causa.Submetidos a todas as torturas
Não degradam as almas, que resistem
Aos poderes dos brancos que insistem
Que suas almas, que julgam ser escuras,
Nunca as tiveram.Das origens tribais são orgulhosos,
Sendo Minas, Nagôs, Fulas, eleitos.
Tendo grande vaidade em seus peitos,
E tormentos, que sofrem silenciosos.
Sempre resistiram.Seus dialetos estranhos preservavam
E também ao cultuar deuses antigos
Necessitam buscar novos abrigos,
Ao formar as Nações que então sonhavam.
Nunca esmoreceram.Entregando-se, ou não, aos seus senhores,
Deixariam marcados, com certeza,
Muitos traços nas faces, sem surpresa,
Resultado de todos seus amores.
Sem sentir remorsos.Em caminhos extensos, pela América,
São em vários locais hoje encontrados.
Conservando-se puros ou mesclados
Com indígenas ou na raça ibérica.
São parte do todo.