Deus impõe a encarnação com o objetivo de fazer-nos chegar à perfeição. Para alguns é uma expiação, para outros uma missão. Tem outro objetivo também: colocar o Espírito em condições de cumprir sua parte na obra da criação.

(O LIVRO DOS ESPÍRITOS, questão 132)


MELHORAR É PRECISO !

                A Dra. Helen Wambach, renomada psicóloga norte-americana, autora de vários livros, dentre eles Vida Depois da Vida e Recordando Vidas Passadas, e que não tem vinculação alguma com a Doutrina Espírita, apresenta dados concludentes dos milhares de casos de recordações de vidas passadas por ela trabalhados, coletando dados estatísticos impressionantes. No primeiro livro citado, em 750 casos pesquisados, a manifestação a respeito dos objetivos quanto ao renascimento corporal mostrou o seguinte quadro:
  • 25% das pessoas reencarnam para aprender sobre si mesmas e sobre a vida.
  • 18% para se harmonizarem com familiares.
  • 18% para aprender o amor-doação aos semelhantes.
  • 27% para crescer espiritualmente, vinculando-se à orientação de pessoas.
  • 12% com objetivos variados.

    OS SENTIMENTOS QUANTO À REENCARNAÇÃO:
  • 81% disseram ser a reencarnação uma decisão pessoal, enquanto 19% não lembraram.
  • 68% mostravam-se relutantes, tensos ou resignados quanto à reencarnação, sendo que 32% não souberam.
  • 26% assumiram a reencarnação com otimismo, com esperança de evolução, mas 74% não demonstram tais sentimentos.
Hermínio Miranda, em seu livro Nossos Filhos são Espíritos, p.46, analisa muito bem a pesquisa da Dra. Helen Wambach e reafirma:  "Como se depreende de tudo isso, nascer ainda constitui, para a maioria, uma espécie de provação, mais um dever do que um prazer. Morrer, ao contrário, é um processo de libertação, quanto ao confinamento na carne."
O Espírito Emmanuel usa de uma metáfora muito interessante para ilustrar a trajetória evolutiva de todos nós, com a seguinte afirmação transcrita da questão 204 de O CONSOLADOR:
"O sentimento e a sabedoria são as duas asas com que a alma se elevará para a perfeição infinita".
Allan Kardec, codificador da Doutrina  dos Espíritos, no item 9 do Capítulo III de O CÉU E O INFERNO, afirma com sabedoria:
"Uma só existência corporal é manifestadamente insuficiente para que o Espírito possa adquirir tudo o que lhe falta em bem, e se desfazer de tudo o que há de mal em si."

Em vista de tudo isso, o ensino de Jesus ganha coerência, porque assim conseguimos compreender a extensão da máxima de que "a cada um é dado segundo as suas obras".

Ilustração: "Genesis" de John Bell - Internet

     

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